Qualidade de Vida no Trabalho - O Papel do Capital Humano nas Organizações Atuais

Através deste espaço de reflexão, troca de saberes de linhas de trabalho diferenciadas, mas complementares e com base em um entendimento holístico do homem e das empresas, pretendo expor algumas  colocações em relação ao  valor do componente Humano nas organizações atuais  e o que isto significa e representa em termos de qualidade de vida.

É fato que a sociedade sofreu e sofre mudanças em suas etapas e formas  de desenvolvimento, sendo  que o Homem é  o grande agente desta história, uma vez que produz, adapta-se, acompanha e volta a produzir, formas diferentes de relações e apropriação entre tudo e todos, num ciclo que objetiva o desenvolvimento seu e sua adaptação a este, com vistas, ao que parece ser, para uma melhor forma de viver. Cabe, nesse momento, acredito, refletirmos até que ponto esse objetivo, observando-se toda a evolução tecnológica que se chegou, as formas como essa evolução está sendo utilizada e as conseqüências desse uso,  está  sendo alcançado?

Analisando a evolução da sociedade e, por conseqüência, do homem e das relações de trabalho, verifica-se que se partiu de  uma sociedade onde as principais atividades eram a caça e a pesca com objetivo exclusivo de satisfação das necessidades biológicas e, por conseqüência,  da sobrevivência. Desenvolveu-se também, para essa época, um conceito de Homem e a definição de suas necessidades quais foram: a busca pela subsistência e a reprodução como fontes de prazer.

Após desenvolveu-se outras formas de caracterizar as relações de trabalho e o Homem. Estávamos na era ou sociedade Industrial, onde o mecanicismo era o condutor do processo.  A máquina explorava o homem, e o trabalho que deveria ser fonte de prazer,  tornou-se fonte de sofrimento. Estava Instituída, de uma vez por todas, a era capitalista e suas múltiplas facetas, dentre elas, a exploração e a desapropriação daquilo que o homem produzia. O prazer de ver sua obra sendo realizada do início ao fim, cedeu  espaço  ao vazio de produzir algo em grande  quantidade sem se apropriar. Dessa forma, sem sentido e sem prazer, tornando-se o trabalho e as relações dele, quando existiam, algo frustrante e sem valor.

E hoje que sociedade  vivemos? Também é fato que a sociedade atual em alguns aspectos está muito distante  das anteriores, como por exemplo, em tecnologia e muito próxima em outros, como por exemplo, a  necessidade do lucro, sobre qualquer perspectiva.

A sociedade atual é caracterizada como sendo a sociedade do conhecimento e da informação. A linguagem empresarial está baseada em como gerir e desenvolver esse conhecimento e essa informação,  tendo como principal premissa, visto o mundo globalizado e capitalista em  que se vive, o  lucro.

Entretanto, essa mesma sociedade que visa o lucro,  propõe  uma retomada na valorização de uma peça fundamental para desenvolvimento, crescimento e permanência das empresas no mercado atual. As organizações começaram a se dar conta que nada poderiam fazer, mesmo com toda a tecnologia se não tivessem o  apoio  de sua peça fundamental: o homem e as relações que este estabelece com o trabalho.

Após um longo período de esquecimento, o potencial humano começa a ser redescoberto. As organizações atuais associam o sucesso como resultado de tecnologia, informação e um forte componente humano. Parece, dessa forma, que o ser humano começa a ser valorizado em suas competências, habilidades individuais e relações grupais.

Dentro dessa perspectiva, surge, então, o conceito de Capital Humano e a importância deste no sucesso ou fracasso de uma organização.  É importante salientar que quando se falar em capital humano, entenda-se esse como as características emocionais/psicológicas,  o conhecimento técnico do indivíduo , as relações estabelecidas por ele,  nunca esquecendo  da contextualização  e da manutenção  da subjetividade de cada membro dentro de uma equipe de trabalho, por exemplo.  Isso é Capital Humano, ou seja, valorizar e respeitar a individualidade de cada pessoa com suas habilidades e carências e, acima de tudo, acreditar no potencial intrínseco  do Ser Humano.

Esta parecer ser a nova concepção de sucesso para as empresas no moderno e dinâmico mundo globalizado que  vivemos. Mas será que na prática isso realmente acontece?  Será que sucesso para as organizações atuais é sinônimo de felicidade ou de medo de perder seu espaço para as pessoas que participam desse processo?  Cabe o questionamento do que representa e quais as implicações para os colaboradores - ou talentos da empresa, como  atualmente são chamados - esta  nova perspectiva  de valorizar o Capital Humano?

Estes questionamentos são, sem dúvida, de grande complexidade, uma vez que se fala e  se quer compreender  conteúdos que não tem, muitas vezes, mensuração, ficando muitas vezes as respostas fundamentadas em inferências.

Entretanto, algumas considerações tornam-se fundamentais e, sob o ponto de vista da experiência prática em organizações, consultório e no contato com as pessoas, são evidências a serem consideradas: medos, ansiedades, insegurança, falta de sentido/perspectiva, solidão,  somatizações, estresse, mau-humor, entre outros aspectos e sintomas, vão de encontro a imagem de que os profissionais que trabalham tendo suas potencialidades valorizadas são pessoas realizadas  plenamente.

Da mesma forma em que atualmente estamos presenciando a sociedade do conhecimento, da informação, da valorização do potencial  humano, da realização pessoal  e profissional;  em contrapartida, estamos presenciando a sociedade  da exclusão, onde nem todos tem direito de ter um trabalho e viver esse processo de valorização de seu potencial, muitas vezes este potencial tão esquecido que parece nem existir;  presenciamos também, a sociedade da desigualdade, onde muitos tem pouco ou quase nada, onde confundimos voluntariado com doação, onde repudiamos aquele que rouba, mata e não o reconhecemos como produto  da exclusão, onde a justiça só existe para alguns; presenciamos a  sociedade da carência, onde cada vez mais as pessoas se ocupam  de afazeres para não sentirem-se solitários; presenciamos a sociedade do medo,  da ansiedade, da insegurança do que pode acontecer no futuro e que medo se tem do futuro; presenciamos a Sociedade que compete de forma justa e injusta, que ultrapassa limites éticos e humanos em prol de satisfações e glorificações pessoais.

E qual será o nosso papel mediante tudo isso?  Um papel árduo, mas que se torna necessário. Como profissionais da saúde devemos entender o ser humano em todas as suas dimensões e termos claro que o nosso papel, seja em qualquer área de atuação, é proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas, através do entendimento macro de tudo o que está em sua  volta. A associação e correlação dos múltiplos fatores que influenciam na forma de viver das pessoas - sendo neste artigo o fator examinado as empresas - devem ser respeitados e valorizados com o objetivo de poder  ter-se um  caminho sobre quais formas de intervir para  poder auxiliar as pessoas em seus processos de desenvolvimento. Um  olhar crítico e atuante tornam-se fundamentais no sentido de entender o processo, questioná-lo e aproveitar o que este pode proporcionar de benéfico, modificando o que não é interessante e viável.

 Para terminar gostaria de deixar claro que não podemos falar nas tendências das organizações atuais e seres humanos se não contextualizarmos e verificarmos  as implicações de um  em relação ao outro. Verifica-se que existe por parte das empresas, com o objetivo de sobreviverem, a vontade de investimento nas pessoas e que por outro lado, este investimento parece não estar sendo feito de forma adequada, uma vez que existem muitos excluídos e os que participam do processo alternam sentimentos de prazer com insegurança, estresse e medo de perder o seu  lugar, muitas vezes arduamente  conquistado. Isso, com certeza, não é qualidade de vida e precisamos estar atentos a isso.

Mas sou otimista em relação ao desenrolar do que vem acontecendo. Temos duas saídas: a primeira é trabalharmos com as organizações e as pessoas que fazem parte dela, seja qual for o nível hierárquico que ocupam no sentido de humanizarmos  as relações entre o lucro e a valorização do homem, ou seja valorizarmos as potencialidades humanas, mas também as carências humanas, sejam elas em nível técnico ou emocional, pois através  do reconhecimento e  aceitação das carências  e  que poderá ocorrer a mudança, se ela for necessária, é claro, pois precisamos compreender  que as pessoas funcionam  de formas diferentes e tolher suas características, suas formas de ser é não entendê-las no todo. Se formos sensíveis e conseguirmos sensibilizar a quem está a nossa volta, as mudanças ocorrem, as carências dão espaço ao crescimento. A segunda saída é partirmos para uma conscientização mais ampla, sairmos do entendimento e partirmos para  a ação, sermos realmente agente de mudança. Como? Parece difícil e com certeza é, mas talvez possamos começar por coisas simples como uma conversa informal, uma publicação, uma entrevista a um jornal. O importante é sabermos que  podemos e temos  que fornecer informação e sensibilizar as pessoas que estão em nossa volta. Cada sabe os meios que pode utilizar. Se acharmos que é muito complicado e que não nos cabe fazer nada estaremos sendo além de omissos profissionais também frustrados. Fica como sugestão aos colegas leitores o convite à sensibilização e  às palavras de São Francisco de Assis como motivação:

COMECE FAZENDO O QUE É NECESSÁRIO, DEPOIS O QUE É POSSÍVEL E, DE REPENTE, VOCÊ ESTARÁ FAZENDO O IMPOSSÍVEL”
(São Francisco de Assis)

 

Michele Goulart dos Santos
Psicóloga Organizacional e Clínica – 07/11504

 

 

Psicopatologias Atuais - Quando o Atendimento Psicoterápico vai além da Teoria e da Técnica

“ Talvez haja  mais compreensão e beleza  na vida quando os raios  ofuscantes do sol foram suavizados pelos contornos da sombra. Talvez haja raízes mais profundas em uma   amizade que sofreu  tempestades e as venceu. A experiência que nunca  toca nos sentimentos  é uma  vivência  neutra com pequenos desafios e variações  de cor. Quando sentimos confiança, fé e esperança  de que podemos concretizar  nossos objetivos , isto constrói dentro de nós  um manancial de força , coragem e segurança.
Somos personalidades que crescemos e nos desenvolvemos como o resultado de todas  as nossas experiências, relacionamentos, pensamentos e emoções. Somos uma totalidade que, fazendo-se, faz a própria vida”.
( Axiline, Virgínia. Dibs em busca de si mesmo, 1973).

Meu  objetivo em escrever sobre as psicopatologias atuais não é teorizar sobre elas, e sim falar sobre o contato com o paciente na  sua dor e na sua busca: uma realidade diária pela qual nos deparamos nos atendimentos psicoterápicos e que nos faz repensar e resignificar o fazer psicologia e o ser psicólogo, daí o complemento do título deste artigo: Quando o atendimento psicológico vai além da teoria e da técnica. Acredito ser pertinente enfatizar  a importância  do embasamento e da utilização de teoria e técnica  em um atendimento psicoterápico, entretanto a autenticidade, o respeito e a afetividade do terapeuta tornam-se, se não determinantes no processo, essenciais.

Quando se fala em psicopatologia atual  estamos falando nada mais do que a contextualização  e aumento significativo do número de pessoas que adoecem psicologicamente. Várias são as causas e as formas de se adoecer. Cada organismo reage as agressões que se deixa sofrer de uma maneira. É comum escutarmos, seja de pessoas leigas ou até mesmo nos noticiários a palavra estresse como sendo uma psicopatologia, bem como é comum escutarmos também que a depressão é a doença ou o mal do século. Pois bem, cabe aqui um esclarecimento: Não há dúvidas de que uma das causas do aumento do número de pessoas que adoecem está relacionado  ao estresse elevado da vida moderna e que um número significativo de pessoas sofrem de depressão na suas mais variadas formas de se manifestar. Entretanto, cabe colocar que estresse não é doença e sim um a preparação do organismo para lidar com estímulos dos mais diferentes possíveis, podendo esses estímulos serem  bons (promoção no trabalho, uma paixão, por exemplo) ou ruins (acidente, pressão do dia-a-dia e etc). O que vai determinar quando o estresse deixa de ser produtivo, se é que podemos chamar assim, para se tornar destrutivo, é a forma  como cada indivíduo ao longo de suas vivências foi se organizando e internalizando padrões de certo e errado, de bom ou mau, de competente ou incompetente, de ter, de fazer e, simplesmente, não podendo apenas SER, enfim a aproximação ou o afastamento de seu verdadeiro “EU”, de seu verdadeiro “SER”, ou seja lá qual for a denominação que quisermos utilizar, são fatores de desequilíbrio. O fato é que quanto mais distantes estivermos da nossa essência como seres humanos mais intranqüilos e expostos a aceitar as agressões e pressões externas estaremos, ou seja mais propensos a adoecermos físico, mental, psicológico e espiritualmente.

A depressão, chamada  a doença do século, é um exemplo clássico desse desequilíbrio. Existem outras formas de adoecer, outras patologias, como fobias, distúrbios alimentares que podem estar associados a um quadro depressivo, sendo doença principal ou comorbidade, mas enfim, se for citar todas as doenças  físicas e psicológicas que a ciência vem diagnosticando, sem dúvida, teria que  escrever várias páginas. Optei por utilizar a depressão como exemplo, por ser o que de mais freqüente entro em contato nos atendimentos. Seja de forma explícita ou mascarada, lá estão os sentimentos  de profundo vazio e de profunda tristeza. Meu objetivo aqui não será falar da depressão enquanto sintoma orgânico e explicação bioquímica, mas sim enquanto sintoma psicológico, enquanto FALTA, VAZIO E TRISTEZA, enquanto busca de algo, e talvez aí esteja o porquê na atualidade a depressão ser  a doença que mais é diagnosticada. Vivemos tempos de profunda busca  no exterior  e esquecemos de olharmos o que temos dentro de nós, o que realmente estamos necessitando e não o que os outros, a sociedade nos exige. Não raro são os pedidos de ajuda para preenchermos, como terapeutas,  o vazio de nossos pacientes. Esse pedido vem através algumas vezes da fala, calma, agressiva, trêmula; outras de um choro;  outras de um gesto; outras de um profundo silêncio de dor. E por traz dessa profunda tristeza e desse pedido de ajuda está a expectativa do paciente em recebe-la e está o nosso desafio, enquanto terapeutas, de saber perceber e sentir  o que se passa no íntimo daquele ser que está a nossa frente. Está, também,  o nosso desafio de ajuda-lo nas suas descobertas de ir atrás  da sua essência perdida já algum tempo, mas sem interferirmos nesse processo tão único que é só seu, onde nos cabe apenas sermos os facilitadores, quando muito. Aí nos perguntamos de que forma podemos tocar as pessoas, de maneira que sintam-se seguras para realizarem essa caminhada de busca com seu verdadeiro “EU” e chegamos a conclusão de que nunca teremos a resposta, nenhuma técnica ou teoria nos ensina a sermos nós, além da nossa própria caminhada. Cada paciente é único e cada momento terapêutico também o é. O diferencial está no terapeuta, na sensibilidade deste no momento de agir ou não, desta ou daquela forma com  a pessoa pela qual está se relacionando. Observem que não utilizo a partir  daqui o termo paciente e, anterior a isso, só o fiz por questões didáticas de entendimento do leitor. Considero  a pessoa  ativa em seu processo de desenvolvimento e crescimento, da mesma forma que não utilizei o termo cliente, por não  acreditar estar apenas prestando um serviço a pessoa que  ali se encontra comigo, mas sim, acredito, ser esse momento muito maior. Dessa forma, esse momento, que denominaria de puro e não de mágico, depende  da autenticidade do terapeuta, sensibilidade em ultrapassar, muitas vezes a barreira do corporal e da disponibilidade da doação. Várias foram as vezes em que  as pessoas não queriam e não precisavam entender o que se passava com elas, isso poderia ser feito em outro momento quando estivessem com disponibilidade para isso, mas sim queriam receber uma palavra de carinho de compreensão. Queriam sentir que alguém se preocupava com elas e não as julgava. Queriam simplesmente saber que alguém compreendia o que se passava  e se preocupava. Queriam e precisavam simplesmente de um olhar de aceitação ou de um abraço para que  aos poucos pudessem ir sentindo-se seguros e apoiados para irem em busca de seu bem estar, do seu encontro consigo mesmo. E nós enquanto terapeutas só queremos cada vez mais irmos além da teoria e da técnica sem pré conceitos, acreditando no poder  de nossa sensibilidade e no poder do invisível aos nossos olhos físicos. A prática diária no atendimento as pessoas nos mostra e nos convida  a sempre revermos formas e padrões, respeitar a individualidade e a subjetividade,  nos fazendo acreditar que  a nossa profissão nada mais é  do que também uma constante busca.

“O que eu sou e aquilo que sinto pode perfeitamente servir de base para a terapia, se eu puder ser transparentemente o que sou e o que sinto nas minhas relações com ele. Então talvez ele possa ser aquilo que é  abertamente e sem receio” (Rogers, C.R.1961. Tirna-se Pessoa. Lisboa:Marins Fontes)

 

Michele Goulart dos Santos
Psicóloga 07/11504

 

 

Como lidar com o estresse

Existem, hoje em dia, muitos significados e explicações para a palavra estresse.
Um conceito simples e didático é dizer que estresse nada mais é do que  uma mudança do padrão habitual de situações as quais  estamos acostumados; ou seja, algo que não  esperávamos acontecer; algo que deveria acontecer de tal maneira em tal momento não se consolida; enfim, qualquer mudança  nos causará certo grau de desacomodação interna e, consequentemente, certo grau de estresse.

O estresse nem sempre pode ser considerado algo negativo vez que traz consigo características de mudanças e, as vezes, mudanças para algo melhor, mudanças positivas. O que vai determinar  o quanto um fator estressor será saudável ou prejudicial está ligado a alguns  critérios  quais sejam:

  • A estrutura de Personalidade de uma pessoa/estrutura interna psíquica.
  • O tipo de fator estressor
  • O tempo que a pessoa fica exposta ao fator estressor

Dessa forma, avaliando esses critérios, pode-se   entender por que cada pessoa reage diferentemente a uma mesma situação. Cada Ser Humano é único e composto de sua genética, experiências e vivências. As vivências de cada indivíduo e a forma como este as internaliza será determinante de uma vida mais saudável e tranqüila ou não.

Existem vários tipos de fatores geradores de estresse: mudanças de trabalho; mudanças de estado, país; vida agitada; agenda cheia; medos e inseguranças; assaltos; seqüestros; torturas físicas e emocionais entre outras.

Quando temos fatores desencadeantes que são violentos, agressivos física, moral e psicologicamente é necessário uma intervenção clínica com essas pessoas. Uma equipe multidisciplinar com médicos, psicólogos, psquiatras torna-se importante e, por vezes, indispensável.

A palavra estresse tornou-se sinônimo de doença da modernidade e ter o cuidado de olhar para isso com seriedade e profissionalismo torna-se fundamental na prática.

As queixas nos consultórios  geralmente são “Dr. Estou estressado não sei o que acontece comigo. Dá tudo errado. Não sei o que tenho, mas estou irritado sem paciência etc e etc.

Deve-se ter o cuidado de escutar o paciente e descartar outras hipóteses diagnósticas. Às vezes, por trás de uma queixa simples de dor e cabeça pode estar uma doença séria e, às vezes, sim, é apenas um comportamento inadequado frente aos  seus sentimentos que gera este tipo de queixa. Por isso, é importante uma avaliação consistente em todos os casos.

É fato que na, maioria da vezes  o paciente sente-se e diz-se estressado e de fato está, mas a grande causa dos problemas dele são internos e não externos como ele vê e coloca. São problemas emocionais e não só físicos.

Por mais que  se tente colocar no outro os problemas ou colocar  em outras situações a causa do seu sofrimento, a cura, o tratamento está dentro de si próprio. Da forma como vê e lida com situações e sentimentos.

Por exemplo: O problema de determinada pessoa é o trabalho; então é mais fácil querer que o chefe mude, que a empresa mude; ou por outro lado, é mais fácil assumir o papel de vítima de que o mundo é contra si. A verdadeira pessoa azarada. A vítima que todos conspiram.

Isso são padrões repetitivos que só levam ao desgaste, ao sofrimento e, algumas vezes, ao adoecimento de fato.

Em situações como esta que envolvem trabalho, família, relacionamentos,  enfim situações do dia a dia a forma mais simples e menos traumática é se auto-avaliar e ver qual a sua parcela de responsabilidade em tudo isso e, aos poucos, ir modificando padrões.

A velha máxima que não podemos mudar o outro, mas só a nós mesmos é verdadeira. O grande problema do Homem atual é colocar sua felicidade de forma condicional; “Se eu ganhar mais no emprego aí serei feliz”; “Se o outro for mais carinhoso comigo vou me sentir melhor”; Se..... Então.....; O problema é que as condicionais não terminam e aí  vem as insatisfações e frustrações.

Muitos passam uma vida esperando e se queixando e perdem a oportunidade de viverem o aqui e o agora. Isso não significa acomodação, mas sim olhar para si e valorizar o que existe, o que já se construiu para ir atrás dos objetivos, mas sem culpar a si e aos outros pelas pedras no caminho  que aparecem, e sim utilizá-las como processo de aprendizagem.

Fique atento em   como você está lidando com sua vida e com as pessoas que estão na sua volta. Sintomas como: ansiedade, irritação, culpa, insatisfação, pessimismo, dores, mau humor, crises de tensão podem estar mostrando a você que algo precisa ser feito/mudado em seu padrão de comportamento, em seu dia a dia, em seus relacionamentos, em suas atitudes.

O estresse e os sintomas estão na verdade mostrando que algo está errado. É um alerta para uma tomada de atitude de conscientização  e mudança.

Quando o auto-conhecimento, auto-responsabilização e mudanças de  hábitos e atitudes aparecerem os sintomas de estresse tendem a desaparecer. Do contrário, podem evoluir para doenças mais sérias e uma vida cheia de limitações e infelicidades.

Busque orientação/ajuda caso não consiga perceber e ou mudar seu padrão de funcionamento.

O segredo  está em se enxergar e mudar aquilo que depende  de você e aceitar a limitação do outro ou, se for o caso, romper com o fator  estressor para algo melhor como por exemplo: trocar  de emprego; terminar um relacionamento e etc.

Entender que nada  é eterno e que somos responsáveis únicos pela nossa  felicidade é  a chave de uma vida mais saudável e tranqüila para si e para quem está a sua volta.

Busque, além de suas responsabilidades, deveres do dia a dia , descobrir o que gosta, o que lhe dá prazer, o que lhe deixa feliz e lhe dê este presente. Se for cantar, cante; se for dançar, dance; se for ler, leia; se for encontrar pessoas, assim o faça. Nunca se esqueça ninguém poderá gostar, cuidar e entender você melhor que você mesmo.

Michele Goulart dos Santos
Psicóloga 07/11504

 

 

Você sabia que... Alface possui um elevado poder calmante?

Alivia as tensões e é indicado para quem sofre de insônia, pois age também como sedativo. Isso além de ser um excelente cicatrizante e desintoxicante.

As folhas verdes também são importantes para que apresenta um intestino preguiçoso, já que contêm considerável quantidade de fibras.

O alface tem mais caroteno do que a maioria dos outros vegetais e ainda conta com minerais, poucas calorias e uma grande porcentagem d’água.

Na parte estética, a folha ajuda a reduzir o inchaço ao redor dos olhos: basta fazer uma compressa e relaxar.

Fonte: SIS Saúde – Abril/2010

 


A bagunça é inimiga da prosperidade. Ninguém está livre da desorganização

A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível. A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para ver que estão cheios de inutilidades. De acordo com estudos, bagunça provoca cansaço e imobilidade, faz as pessoas viverem no passado, engorda, confunde, deprime, tira o foco de coisas importantes, atrasa a vida e atrapalha relacionamentos.

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos. À medida que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio.

 O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do autoconhecimento e da disciplina farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
Abaixo,  algumas dicas que podem mudar seu estilo de vida para melhor.

Confira!

1. Jogue fora o jornal de anteontem;
2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha;
3. Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes, use-as e limpe-as diariamente;
4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que utiliza mesmo;
5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora;
6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas: lixo, consertos, reciclagem, em dúvida, presentes, doação. Após enchê-las, jogue tudo fora;
7. Organize devagar, comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida;

Comece com estas atitudes e com o passar do tempo adicione o seu próprio método de organizar se. Você vai viver o resultado de uma vida organizada.

Organizar-se faz bem para a saúde!

 

 

Você sabia que a maioria dos brasileiros NÂO usa escova de dente?

O principal motivo da má qualidade da saúde bucal dos brasileiros é resultado da falta de cuidados básicos de higiene. "São problemas simples, que podem ser resolvidos em uma sessão com o dentista e um acompanhamento junto a um profissional, com visitas regulares duas vezes ao ano, mas a maioria das pessoas coloca a saúde bucal em último lugar na escala de prioridades", conta a cirurgiã-dentista Carla Renata Sarni.

Uma das principais justificativas para não se submeter ao tratamento odontológico é o alto custo. Porém a especialista explica que "os tratamentos acabam se tornando caros, pois as pessoas postergam cada vez mais o início do processo e, quando chegam de fato à cadeira do dentista, o que era uma simples cárie se transformou em um canal ou até mesmo em um caso de implante de um novo dente, quando não é possível a recuperação do antigo".

De acordo com a especialista, estas doenças bucais podem acarretar problemas e complicações à saúde geral dos pacientes. "Há estudos que comprovam que doenças periodontais e cáries são portas de entrada de bactérias na corrente sanguínea. Quando isso acontece, o paciente fica vulnerável a doenças pulmonares e cardíacas, complicações dos quadros de diabetes e aumento da incidência de nascimento de bebês prematuros ou com sobrepeso", alerta.

Para evitar as doenças bucais mais comuns, recomenda-se manter a higienização bucal em dia. Para isso, é necessário conhecer as técnicas adequadas para a escovação e uso do fio dental.

Fonte: Idéias & Efeito Assessoria de Comunicação. Press release -  dezembro de 2009.

 

Sinal de Alerta! O Diabetes atinge 8% dos adultos Gaúchos

Cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos são as melhores maneiras de evitar o DIABETES – 50% dos casos da doença estão ligados à obesidade.

Entre os principais sintomas da fase inicial da doença estão perda de peso, aumento da vontade de urinar, fraqueza e suadores durante o dia. Como não são sintomas fortes, eles são ignorados, impedindo o diagnóstico precoce. Por isso, as pessoas que têm histórico familiar da doença devem realizar exames anualmente a partir dos 35 anos; as demais podem fazer os testes depois dos 40 anos.

O que é Diabetes?  Diabetes é uma doença crônica, caracterizada pelo excesso ou a desregulada concentração de glicemia no sangue

Há dois tipos de Diabetes

Diabetes tipo I: é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, embora possa acometer indivíduos em qualquer idade. Ocorre quando o organismo deixa ou diminui a produção de insulina no pâncreas, demandando doses diárias desta substância para manter os níveis normais de glicose sanguínea. É acompanhada de sintomas do tipo: emagrecimento, sensação de falta de força, fome e sede intensas, necessidade de urinar diversas vezes, náuseas, etc.

Diabetes tipo II: ocorre geralmente após os 40 anos, é muito mais prevalente que a do tipo I e está fortemente associada à obesidade e baixa atividade física. Do contrário ao que ocorre no tipo I, na Diabetes do tipo II o organismo produz insulina, mas ocorre uma incapacidade de absorção por parte do tecido adiposo e muscular. Em muitos casos, não se faz necessário o uso diário e doses de insulina, porém é acompanhada de sintomas que afetam a visão, dificuldade de cicatrização, sensação de “formigamento” e freqüentes quadros infecciosos.

Diabetes Gestacional: somente no periodo da gestação da mãe, é um quadro de alteração que, semelhante ao tipo II, o organismo apresenta dificuldades de absorção da insulina produzida. Em muitos casos, os sintomas desaparecem após o parto. Os fatores de risco também são similares ao tipo II, sendo mais freqüente em pessoas acima de 25 anos, com quadro de obesidade ou ganho excessivo de peso e ritmo de vida sedentário.

A pesquisa alerta que, se não houver uma prevenção para a doença, daqui 20 anos teremos 15% dos Gaúchos com a doença.

Fonte: Pesdquisa AMIRGS – Diretor científico: Antônio Carlos Weston

 

BAGAÇO DE LARANJA E SEU PODER FUNCIONAL

Ajuda a dissolver até feijoada... Da laranja se aproveita tudo, até o bagaço. Nele está a pectina, que diminui a assimilação de gorduras, combate doenças e tem zero de caloria.

A parte branca entre os gomos de uma laranja pode ser até mais preciosa que o sumo. É lá que está a pectina, uma fibra solúvel que, no intestino, vira uma espécie de gel que emagrece e faz bem para a saúde. É que quando o tal gel se forma é capaz de diminuir a assimilação de açúcares e gorduras e também impedir a reabsorção do colesterol. Mais: além de ajudar a combater a taxa de LDL (colesterol ruim), a pectina é benéfica até para quem tem diabete, já que controla a taxa de glicose no sangue. Por isso, cada vez que comemos o bagaço da laranja estamos aproveitando o que há de melhor na fruta.

A fibra, aliás, é um verdadeiro 'detergente' para o organismo, já que promove uma eficiente varredura retirando metais e toxinas (provenientes tanto de frutas e verduras com agrotóxicos como de poluentes) indesejáveis no corpo. O bagaço ainda ajuda na digestão dos alimentos gordurosos, favorecendo o trabalho dos intestinos grosso e delgado. Então, será por isso que a laranja sempre acompanha feijoadas e churrascos? Exatamente. A pectina é ótima para dietas.

Por ser rica em fibras, promove uma melhor mastigação e, com isso, proporciona maior saciedade.

Essa substância poderosa também é encontrada em outra frutas como maçã, banana, beterraba, cenoura, repolho, nozes, ervilha e quiabo. Mas é na laranja que ela está presente em maior quantidade. Cada unidade tem cerca de 2 gramas de pectina. Mas é preciso salientar que quem faz dieta de emagrecimento não deve exagerar no consumo de laranja. Lembre-se que o organismo necessita de 3 a 5 porções diárias de frutas.

Se você comer apenas laranjas, talvez extrapole demais o limite das calorias indicadas para perder peso. Procure ingerir só duas ou três unidades por dia.

Todo o poder da laranja considerada a mais valiosa das frutas, a laranja deve ser consumida o ano todo. Rica em vitamina C e sais minerais, tem ainda uma quantidade enorme de fitoquímicos, substâncias naturalmente produzidas pelo organismo que previnem doenças crônicas, como a osteoporose e o câncer. Ela também é responsável por ações antiinflamatórias e antioxidantes, que evitam o envelhcimento precoce dos tecidos.

Especialista acreditam que a laranja diminui a tensão pré-menstrual, o estresse e ajuda a reduzir o risco de diabete e alguns tipos de câncer, como o de cólon, e aneurismas, graças a um de seus componentes, o glutarato.

E mais: pesquisadores da Universidade de Western Ontario, no Canadá, acabaram de provar que o consumo diário de 3 copos de suco de laranja ajuda a combater o coleterol.

Propriedades da Pectina

- Possui alto teor de vitaminas A, complexo B, C, ferro;
- Tem ação cicatrizante;
- Diminui o nível de colesterol;
- Previne gripes e resfriados;
- Desintoxica o organismo;
- Ajuda a combater a prisão de ventre;
- Pode reduzir o risco de câncer, diabete e acidentes vasculares

 

DIABETES PODE SER DIAGNOSTICADA PRECOCEMENTE

Em uma era de transformações demográficas, de avanços da medicina e conseqüente promoção de qualidade de vida, as pessoas tendem a viver mais. Em paralelo a esse fato, as principais causas de óbito e as patologias mais freqüentes também mudaram. Falamos hoje em doenças crônicas, que incluem a obesidade, hipertensão arterial, diabetes, entre outras.

Estas doenças, muito ligadas aos hábitos das pessoas, talvez sejam reflexo do ritmo agitado e da forma descompromissada com que, muitas vezes, nos alimentamos. Fast foods, excesso de álcool e fumo, doces e gordura saturada, entre outros, são elementos marcantes de nosso tempo. Deste modo, pretende-se estudar e aprofundar uma destas patologias crônicas, conhecida popularmente por Diabetes (Diabetes mellitus). Esta doença, de grande prevalência e com riscos sérios, pode ser diagnosticada precocemente, evitando, assim, os danos à saúde.

O que é Diabetes?  Diabetes é uma doença crônica, caracterizada pelo excesso ou a desregulada concentração de glicemia no sangue. De acordo com a Associação Americana de Diabetes, para o diagnóstico da doença são necessárias concentrações acima de 126mg/dl em dois dias diferentes, sendo o exame feito em jejum. Em indivíduos com fatores de risco para diabetes, como obesidade, histórico de familiar em primeiro grau com a doença, hipertensão, etc, o rastreamento precoce, mesmo em fase assintomática, minimiza os danos à saúde (GROSS et. al., 2002).

Além disto, quando houver a presença de sintomas, e a aferição em qualquer momento do dia indicar concentração igual ou superior à 200mg/dl, caracterizamos o quadro como sendo de diabetes (ADA, 2005). É fundamental que uma instituição de saúde ou um médico seja procurado quando houver suspeita, para um correto diagnóstico e tratamento.

Principais tipos de Diabetes e Sintomas
Embora existam quadros diabéticos associados a patologias específicas (diabetes secundária, associada à desnutrição e fibrocalculoso, entre outras), os tipos mais prevalentes são o tipo I, II e a Diabetes Gestacional.
Diabetes tipo I: é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, embora possa acometer indivíduos em qualquer idade. Ocorre quando o organismo deixa ou diminui a produção de insulina no pâncreas, demandando doses diárias desta substância para manter os níveis normais de glicose sanguínea. É acompanhada de sintomas do tipo: emagrecimento, sensação de falta de força, fome e sede intensas, necessidade de urinar diversas vezes, náuseas, etc.
Diabetes tipo II: ocorre geralmente após os 40 anos, é muito mais prevalente que a do tipo I e está fortemente associada à obesidade e baixa atividade física. Do contrário ao que ocorre no tipo I, na Diabetes do tipo II o organismo produz insulina, mas ocorre uma incapacidade de absorção por parte do tecido adiposo e muscular. Em muitos casos, não se faz necessário o uso diário e doses de insulina, porém é acompanhada de sintomas que afetam a visão, dificuldade de cicatrização, sensação de “formigamento” e freqüentes quadros infecciosos.
Diabetes Gestacional: é um quadro de alteração que, semelhante ao tipo II, o organismo apresenta dificuldades de absorção da insulina produzida. Em muitos casos, os sintomas desaparecem após o parto. Os fatores de risco também são similares ao tipo II, sendo mais freqüente em pessoas acima de 25 anos, com quadro de obesidade ou ganho excessivo de peso e ritmo de vida sedentário.

Considerações Finais
Um fato importante e que merece reflexão com este estudo diz respeito às condições e hábitos de vida das pessoas. Muitos estudos abordam esta problemática, ou seus dados permitem que pensemos sob este viés. Não estamos menosprezando os fundamentos biológicos envolvidos nesta doença, mas sim alertando par ao fato de que a diabetes, – assim como a hipertensão arterial e a obesidade, por exemplo – podem ser conseqüência de hábitos sedentários ou de uma alimentação não balanceada.

Deste modo, ações que incidam desde o início do ciclo vital tendem a ajudar as pessoas a viverem mais, e melhor. Pois, de que adianta viver muito, contudo sem qualidade? Do mesmo modo, na medida em que pensamos que os hábitos podem conduzir à doenças, a recíproca é verdadeira: por meio de atividades físicas, alimentação balanceada e costumes saudáveis esta e outras doenças podem ser minimizadas, sempre contando com auxílio médico e acompanhamento de profissionais competentes.

 

SINAL DE ALERTA - VARIZES

O ser humano, sempre querendo ser diferente dos outros animais, resolveu desafiar também a lei da gravidade e saiu da posição em quatro patas e decidiu ficar de pé. Esta decisão trouxe muitos benefícios – maior alcance visual e dos membros superiores, localização do inimigo e do alimento, etc. Mas alguns malefícios - como as dores lombares e as varizes - foram inevitáveis.

Já sabemos que o sangue sai do coração com muita pressão, que corre pelas artérias com grande intensidade, chegando aos mais profundos recônditos do organismo. Mas na hora de voltar, o retorno deste sangue se dá através das veias, já quase sem pressão alguma. E o que é pior: escalando as pernas!

O sangue precisa voltar para o coração de qualquer jeito (tem que ser reenviado aos pulmões, para eliminar o gás carbônico e se abastecer de oxigênio). Acontece que a baixa pressão dentro das veias, aliada à luta contra a força da gravidade - que empurra o sangue para baixo - não auxiliam de maneira eficiente este movimento para cima. Desta forma, as veias buscam ajuda em estruturas próprias que auxiliam no transporte do sangue. Estas estruturas são denominadas válvulas, que se abrem (deixando o sangue subir) e se fecham (não permitindo que volte), empurrando-o para cima, em direção ao coração, na guerra contra a ação da gravidade.

Os músculos são os grandes amigos das veias, porque seus movimentos ajudam o sangue a circular dentro destas estruturas. Por isto é bom andar, porque movimenta os músculos, desloca o sangue, ajuda as veias. E por isto não é bom ficar em pé, parado, porque “congela” os músculos, provoca a estagnação do sangue, sobrecarrega as válvulas, dilata as veias.

E aí surgem as varizes, quando estas válvulas apresentam “defeitos” e não se fecham completamente, permitindo que parte do sangue que deveria estar subindo fique estagnado, aumentando a pressão dentro das veias. Esta elevação da pressão se transmite para as veias menores, mais superficiais, que se dilatam e criam as esfuziantes linhas azuis na pele. De repente, quando você olha, está desenhado na sua perna o verdadeiro mapa do inferno, com direito a diabinhos incendiários, que ficam sentados nas varizes espetando as pernas, provocando, nos membros inferiores, a sensação de peso (sangue parado), inchação (líquidos que saíram das veias por causa da grande pressão lá dentro) e queimação (nervos comprimidos).

Surgem então os assim denominados “vasos”, que podem se apresentar como um aglomerado de pequenas veias ou então grossos cordões que parecem saltar da pele.

As dores, inchação ou a sensação de peso nas pernas não guardam relação com o tamanho das varizes; pernas com varizes grossas podem não apresentar nenhuma dor, enquanto que outras com varizes inaparentes podem padecer de grande desconforto.

E por que as válvulas das veias passam a funcionar mal?
O fator genético é o principal responsável. Se você tem familiares com problemas de varizes, pode se preparar: vai ser difícil escapar.

E se você for mulher, aumentam seus cuidados. Como decorrência das tempestades hormonais às quais as mulheres são submetidas, (acrescido do uso de anticoncepcionais e gravidez) o volume de líquidos circulantes aumenta bastante e sobrecarrega mais ainda as veias.

Existem alguns hábitos que você pode incorporar ao seu dia a dia e que vão melhorar muito as conseqüências de ter varizes e talvez até prevenir seu aparecimento.

1. Evite ficar em pé, parado(a), apoiado(a) em ambas as pernas. As veias dependem do movimento dos músculos da perna para ajudá-las a empurrar o sangue para cima. Use um apoio (uma barra, um degrau, uma caixa) para revezar as pernas. O tempo para apoiar cada perna é determinado pelo seu conforto.
2. Evite ficar sentado muito tempo, com as pernas na mesma posição. Verifique se a parte de trás de suas coxas não está sendo espremida pela borda da cadeira.
3.Use meias elásticas. Mas se for usá-las, não se esqueça de colocar as meias antes de se levantar da cama. Quando você se levanta de manhã e fica em pé, o sangue já começa a ficar preso nas pernas, o que reduz a eficiência da meia. Se você não dispensa o banho de manhã, coloque as meias depois de tomar banho. Mas fique deitado(a) mais ou menos 10 minutos com as pernas elevadas em 45º antes de colocar as meias, e somente depois fique em pé.
4. Se você fica muito tempo sentado(a), faça o seguinte exercício (várias vezes ao dia): apóie o calcanhar no chão e movimente as pernas como se estivesse usando o pedal da máquina de costura da vovó. Pode ser com as duas pernas ao mesmo tempo ou uma de cada vez.
5. Aquela velha e eficiente história: faça exercícios e não engorde!
6. Por mais lindo que possa parecer, as mulheres não devem usar saltos muito altos, porque os músculos das pernas ficam permanentemente contraídos, espremendo as veias ao invés de ajudá-las a transportar o sangue. Intercale saltos altos com sapatos mais baixinhos.
Estes são hábitos simples que vão auxiliar na prevenção e redução dos problemas decorrentes das varizes.

Fonte: Dr. Ricardo Teixeira - neurologista e diretor do Instituto do Cérebro de Brasília

 

EXERCÍCIOS: FORTE ALIADO NO COMBATE À DEPRESSÃO

Academia para mulheres reúne saúde e bem-estar na prevenção de desgastes psicológicos.Recentemente, o Ibope divulgou pesquisa que mostra que 55% das brasileiras procuram alternativas de tratamento para a depressão. Considerada uma doença epidêmica, em alguns casos de acordo com a Classificação Internacional das Doenças, pode ser identificada como crônica. Segundo levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa -, de 2003 a 2007, o consumo de medicamentos aumentou em 40%. O órgão constatou também que existem 130 tipos de antidepressivos comercializados sob receita médica.

Mulheres bonitas e bem sucedidas desfilam nas academias, mas o que ninguém imagina é que muitas delas não estão ali em busca do corpo perfeito. Elas querem amenizar ou acabar com os efeitos da "doença da alma", a depressão. Num mundo com 340 milhões de pessoas afetadas pela doença, dados divulgados por pesquisadores australianos no periódico Preventive Medicine revelam que os cuidados com o corpo deixam de ser apenas vaidade e tornam-se parte importante no tratamento para o resgate da qualidade de vida.

Para muitas pessoas que sofrem desse mal, o exercício físico é considerado um elemento importante no tratamento. Segundo Keli Alencar, professora de Educação Física da Rede Contours de Brasília, Academia para mulheres, a sensação de bem estar proporcionada por atividades físicas ameniza e muito, o estresse do corpo e da mente. "A liberação de endorfina provoca sensação de prazer. A mulher fica mais sociável e segura e ganha qualidade de vida", atesta. "O exercício é capaz de promover a psicossocialização e a ativação de substâncias no cérebro, como a endorfina e endocanabinóides, que podem provocar euforia imediata e redução da percepção da dor", destaca o neurologista e diretor do Instituto do Cérebro de Brasília, Dr. Ricardo Teixeira. Para aqueles que já identificaram a doença, o especialista recomenda acompanhamento médico.

Fonte: Maxpress - 14/01/2009

 

DICAS PARA RESISTIR AO DESEJO DE FUMAR

Ao sentir .... Ansiedade: # Respire profundamente. # Evite tomar café.
# Mude a atividade do momento. # Pense em situações prazerosas.
Ao sentir.... Irritação: # Ande. Respire fundo. # Faça alguma coisa diferente do que está fazendo naquele momento.
Ao sentir.... Insônia: # Tome um copo de leite quente. # Leia um pouco.
# Pense em coisas relaxantes.
Perda de concentração e cansaço: # Caminhe um pouco. # Faça alguma coisa diferente. # Procure descansar.
Dor de cabeça: # Relaxe. # Procure entender que isso faz parte da síndrome de abstinência e que passará logo. # Tome algum remédio para dor de cabeça se for necessário.
Tosse: # Tome água ou sucos naturais.
Fome:  # Coma alimentos de baixas calorias. # Beba água gelada. # Faça refeições balanceadas.
Com isto seu bolso, o meio ambiente e sua VIDA: Agradecerão.

 

MORANGO

O morango é uma fruta rica em vitamina C, que favorece a formação de ossos e dentes fortes, dá resistência aos tecidos, age contra infecções, ajuda a cicatrizar ferimentos e evita hemorragias.
 
É boa fonte de vitaminas do complexo B, vitamina A, cálcio, ferro e fósforo. Tem como função evitar problemas de pele, sistema nervoso, olhos, ossos, e sangue.

Por ser fruto rasteiro, convém lavá-los cuidadosamente para eliminar eventuais impurezas.
Deve-se limpá-los em água corrente e se possível deixá-los de molho em água acidificada (vinagre ou limão) durante 15 minutos.
 
Altamente sensíveis, não podem ser guardados por muito tempo, no máximo por três dias na geladeira sem serem lavados, pois a água favorece o deterioramento.

Lembrando que o melhor fruto é o orgânico por não conter agrotóxicos.

Seu período de safra é de agosto a novembro.

Fonte: Marisa trindade Teixeira - Nutricionista/CRN 3716

 

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