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QUALIDADE DE VIDA: PELA PREVENÇÃO

Conceito repetido nas empresas nos últimos anos, a qualidade de vida é diretamente ligada à noção de felicidade, que por sua vez é algo pessoal, subjetivo e difícil de definir. Essa é a opinião do médico Dráuzio Varella, que no dia 20 de agosto realizou no Conarh 2008 a palestra Prevenção e Qualidade de Vida.

Dráuzio lembrou que, nas empresas, os planos de saúde foram incorporados a partir dos anos 50. Isso aconteceu pois os funcionários que ficavam doentes traziam prejuízo, uma vez que dependiam do lento e ineficiente sistema público de saúde.Hoje, o plano de saúde é fator determinante na escolha do emprego.

O médico afirma, porém, que existe uma política errada na forma de lidar com saúde dentro das organizações. "Não é inteligente esperar que os funcionários fiquem doentes e oferecer então a melhor assistência. É preciso, sim, evitar que fiquem doentes."

Diabetes e hipertensão, por exemplo, são tão recorrentes que deixaram de ser levadas a sério. "Esse tipo de doença é tratada na base dos remédios. Não se elimina a causa, mas tenta-se minimizar as conseqüências", diz.

Com o advento de novas tecnologias como celular e internet, a pressão e o estresse no trabalho aumentaram ainda mais e o sujeito acaba ficando disponível 24 horas por dia para a empresa. Assim, cada vez mais as mulheres sofrem de distúrbios de ansiedade, depressão, anorexia, enquanto que os homens podem ficar até violentos. E ambos procuram relaxar com o uso de drogas como o cigarro.

"Toda empresa deveria partir do princípio do "fumante zero". Tudo o que se gasta para ajudar os funcionários a parar de fumar é sempre muito mais barato do que as despesas com os problemas causados pelo tabaco", garante o médico.

Outra forma de prevenir doenças é praticar exercícios físicos regularmente. Dráuzio ressalta, entretanto, que para isso é preciso disciplina e não ficar esperando a disposição aparecer. "Vamos admitir: o ser humano é preguiçoso. Ninguém gosta de se exercitar; isso vai contra a natureza humana. Mesmo assim, é importante nos movimentarmos, nos forçarmos a isso."

Para ele, o desafio das empresas nesse sentido é fazer os funcionários deixarem de lado a vida sedentária, nem que seja subindo os andares do prédio de escada ou caminhando pelo pátio.

"Não basta oferecer algum programa de qualidade de vida ou instalar uma academia. É preciso incentivar a participação efetiva de todos nessas atividades, em campanhas permanentes."

Fonte: O Estado de S.Paulo - 03/09/2008

 

DIABETES COMPROMETE A FERTILIDADE

Parece estranha a relação entre os dois, mas é verdade. Uma mulher diabética pode ter quatro vezes mais chances de gerar uma criança com defeitos, além de estar sujeita a hemorragias e partos prematuros.

Ter um filho é melhor coisa do mundo. Assim como é uma grande frustração quando você e seu parceiro tentam gerar um bebê e não conseguem. Milhares de fatores afetam a fertilidade de um casal. Estresse, drogas e até mesmo doenças que você nunca acharia que fosse o motivo.

O sistema reprodutivo para funcionar bem depende de um equilíbrio entre a mensagem hormonal e a performance dos órgãos reprodutores. Doenças crônicas, como o diabetes, podem impactar o bom funcionamento e resultar em dificuldade para gerar um bebê.

O diabetes tipo 2 geralmente está associado a obesidade e resistência à insulina. Essas duas condições chegam a causar deficiência hormonal na mulher, assim como ciclo menstrual irregular e infertilidade.

Já o diabetes tipo 1, que normalmente acomete pacientes jovens, ocorre quando as células no pâncreas que produzem insulina são destruídas por anticorpos. Esse processo também pode se estender a outros órgãos endócrinos, incluindo os ovários, e impossibilitar a gravidez.

De acordo com a Silvana Chedid, especialista em Reprodução Humana e diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva, as mulheres que não mantêm o diabetes bem controlado nas primeiras semanas de gravidez têm entre duas e quatro vezes mais chances de gerar uma criança com defeitos e estão mais sujeitas a hemorragias e partos prematuros.

Mas, não é só a mulher que enfrenta problemas em relação à sua fertilidade. Os homens também são afetados pela doença. “Testes de DNA com espermatozóides de pacientes diabéticos demonstram maior quantidade de material defeituoso, que pode provocar a infertilidade masculina, problemas de gestação e abortos espontâneos, principalmente quando o paciente não sabe que está diabético”, diz Silvana.

O aumento da doença no Brasil tem preocupado os especialistas. “O diabético costuma apresentar uma significante redução no volume de sêmen. Em cada seis casais em que um dos cônjuges é portador de diabetes tipo 2, pelo menos um precisa recorrer a um especialista para engravidar. Sem mencionar outros fatores que podem contribuir negativamente, como o consumo de álcool e fumo”

Fonte:
Clipping ABRAMGE de 21.07.08.

AUMENTAM OS CASOS DE TRANSTORNOS ALIMENTARES

O primeiro transtorno alimentar foi identificado no século 17 (a “anorexia histérica), e na época era raro encontrar um caso de doença. Hoje, com a valorização excessiva da aparência pelas modernas culturas ocidentais, que impõem a magreza como padrão de beleza, os casos têm aumentado assustadoramente. Essa influência social – associada a fragilidades biológicas e emocionais e um histórico familiar  de transtornos psicológicos , faz com que as pessoas mais vulneráveis passem a achar impossível ser feliz com um corpo “feio” e desenvolvem uma relação doentia com a COMIDA.

O comer compulsivo = à semelhança das bulímicas, as pessoas com o transtorno de comer compulsivamente perdem o controle durante os frequentes ataques e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis. Mas, ao contrário das bulímicas, não usam métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos, nem têm preocupação irracional com o peso e a forma do corpo. A maioria é obesa, e cerca de 30% fazem controle alimentar e de peso com acompanhamento médico. É considerada portadora desse transtorno a pessoa que tem ataques de comer compulsivo pelomenos duas vezes por semana, por um período mínimo de seis meses, em que:

::come muito rápido que o normal;
::come até sentir-se desconfortável fisicamente;
::ingere grandes quantidades de comida, mesmo estando sem fome;
::come sozinha, com vergonha da quantidade de comida ingerida;
::sente-se culpada e/ou deprimida após o episódio, o que a faz comer de novo.

O tratamento busca restabelecer o equilíbrio do funcionamento do corpo, o peso considerado normal para a pessoa e, mais difícil, a saúde mental e o comportamento alimentar adequado. Como esses transtornos são produtos de uma complexa interação entre aspectos biológicos, psicológicos, familiares e socioculturais, devem ser tratados por uma equipe multidisciplinar para auxiliar este indivíduo, bem como sua família.

Não basta o indivíduo preocupar-se com a saúde, é imprescidível que as empresas assumam conjuntamente a responsabilidade por ter em seu corpo funcional trabalhadores saudáveis. Ressaltando que a empresa, lugar onde os trabalhadores produzem, é mais que uma fonte de subsistência individual, é, sobretudo,lugar de garantia de saúde e qualidade de vida para trabalhadores, seus familiares e comunidade com a qual interagem.

Pensar em orientação e mudanças de hábitos são fundamentais com o objetivo de combater e previnir a obesidade, além da desmistificação do obeso no núcleo familiar, visto que na família produzem muitas vezes o obeso e, ao mesmo tempo, o rejeitam.O objetivo é orientar as famílias onde existe a obesidade, previnindo futuros obesos e doenças associadas. Evitando desta forma, o adoecimento precoce de muitos indivíduos.

Fonte: Trabalho de conclusão de Curso Roseli Vargas na Empresa Brasileira Correios e Telégrafos, em 2007.

10 MOTIVOS PARA FAZER UM PARTO NORMAL

1- É preciso esperar a “ hora certa para nascer” – Nos partos marcados com antecedência, com dia e hora para acontecer, a chance de a mãe ter alguma hemorragia é oito vezes maior que no parto normal, pois o útero pode não estar preparado para aquele momento.

2- Maturidade fetal – O trabalho de parto é um processo físico e hormonal e serve para terminar o amadurecimento do bebê, principalmente seus sistemas respiratório, imunológico e nervoso. Nas cesáreas, pré-agendadas, há maior prevalência de bebês prematuros em virtude da indução do trabalho de parto realizada antes da total maturidade fetal.

3
- Segurança para a mãe – Todos os estudos rigorosos comprovam que o parto normal é mais seguro para a gestante e seu bebê. Como não há intervenção cirúrgica, não há riscos de infecções. A cesárea é considerada uma cirurgia de “ grande porte”, tendo em vista que sete camadas distintas do abdomem são abertas, aumentando a chance de contaminações na cavidade peritoneal, que é hermeticamente isolada, levando a uma significativa perda de resistência do organismo.

4
- Bom para o Bebê – A criança merece vir ao mundo da melhor forma. Com o parto normal, ela está física e psicologicamente preparada para nascer. Batimentos cardíacos e respiração são ajustados à sua nova condição de vida. Quando o bebê passa pelo canal de parto, há uma compressão do tórax que elimina as secreções pulmonares de líquidos localizados nas áreas respiratórias. No parto normal, inclusive, a produção de leite materno será maior do que em uma eventual cesárea. E esse alimento será a primeira fonte de nutrientes do bebê nos seis meses iniciais de vida.

5-
Menor sofrimento – O medo e a insegurança sempre potencializam a dor na hora do parto. Este incômodo nada mais é do que o resultado da contração muscular no útero e da distensão de diversas estruturas do canal do parto. Uma boa preparação, tanto física como psicológica, aumenta os níveis de endorfinas (substância produzida pelo próprio organismo que tem propriedades analgésicas). A dor deixará de existir completamente depois do parto, enquanto na cesárea, sempre feita sob anestesia (geralmente peridural), ela sempre virá após o término de sua ação anestésica, de maneira mais intensa e durante um maior período de tempo. Além do que, também há possibilidade de reações adversas à anestesia. Caso a dor do parto vaginal seja insuportável, pode-se fazer a analgesia peridural (com baixa dose), em que somente a sensibilidade da mulher é retirada enquanto a parte motora continua a agir.

6
- Amamentação instantânea – O bebê pode ser amamentado já na sala de parto e receber os primeiros carinhos da mãe, tornando ainda mais fortes seus laços afetivos.

7
- Recuperação imediada – Partos normais permitem que as mães deixem o hospital mais rapidamente, enquanto as submetidas a cesáreas permanecem por mais tempo no ambiente hospitalar, sem contar que ainda podem ter febre, hematomas, infecções do trato urinário ou da ferida cirúrgica, além de paralisia do intestino ou da bexiga, com conseqüente sensação dolorosa que acompanha essas complicações.

8
- Sem cicatriz e sem trauma perineal – Como não há intervenção cirúrgica, não há marca de cicatriz a ser deixada no corpo da mulher. Mas atenção, uma conversa com o obstetra e com a equipe que dará auxílio no momento do parto normal é importante para que não haja o corte do perínreo (episiotomia). Ao permitir que o bebê nasça vagarosamente, apenas com a força da contração uterina, o períneo tem maior chance de distensão fisiológica e, assim, minimizar a possibilidade de haver laceração e trauma perineal.

9
- Internação entre a mãe e o bebê – Em virtude da recuperação imediata no pós-parto, os vínculos são potencializados. No parto normal a mãe ajuda seu filho a nascer e os dois se relacionam desde o primeiro momento.

10
- Sem sair de casa – Segundo a especialista holandesa, Mary Zwart defende o parto normal como os mamíferos permanecem em seu próprio ninho durante o parto e não sair dele, desde que haja uma estrutura necessária e o auxílio que garanta a saúde da mãe e do bebê. Não se pode transformar algo natural em um evento cirúrgico.

Fonte: Parto Normal ou Cesárea? de Simone Grilo Doniz e Ana Cristina Duarte.
UNESP – São Paulo.
Saiba mais através do site: www.partodoprincipio.com.br

HIPERTENSÃO

23 de abril de 2008 - Alimentos enlatados, embutidos e molhos em geral contêm alta quantidade de sódio e devem ser evitados, pois podem levar ao aumento da pressão sangüínea

Para conscientizar a população sobre os riscos da hipertensão arterial, o dia 26 de abril foi instituído como Dia Nacional de Combate a Hipertensão Arterial.

Para marcar a data, o HCor - Hospital do Coração, alerta sobre os riscos dessa doença - mais conhecida como o mal da vida moderna e a doença que mais mata no país. Segundo dados da OMS - Organização Mundial da Saúde - a doença pode atingir aproximadamente 3,5 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. A taxa de incidência da hipertensão é de 30% na população brasileira e, como a doença não apresenta sintomas, metade dos hipertensos não sabem que têm o problema.

Atualmente, a hipertensão existe em qualquer idade e atinge 65 em cada 100 idosos, e o seu controle reduz em 40% os riscos de derrame e em 20% o risco de enfarte. Ela está associada às doenças cérebro-vascular e coronariana - principais causas de morte no Brasil -, com aproximadamente 300 mil óbitos por ano, isto é, a cada dois minutos, ocorre um óbito em função desta doença. Estudos da OMS revelam, ainda, que a DAC (Doença Arterial Coronária) cresce anualmente devido ao inadequado controle dos principais fatores de riscos cardiovasculares como a hipertensão, diabete e o aumento do colesterol.

Estudos mostram ainda que entre as populações que consomem pouco sal, a pressão arterial não aumenta conforme a idade.   Portanto, fica evidente a necessidade de orientar a população, além de educar continuamente as crianças para consumirem pouco sal desde pequenos. Atualmente, o sal é consumido numa quantidade duas vezes maior do que o recomendado pelos médicos (4 a 6g) distribuídos por todas as refeições. Ao contrário disso, consome-se em média, cerca de 12 a 15 gramas por dia.

A hipertensão está aumentando progressivamente com a idade, e chega a mais de 50% após os 60 anos, além de aumentar em quatro vezes os riscos de doenças arteriais coronárias quando comparado às mulheres com pressão arterial normal. Em indivíduos com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo, dieta hipersódica, hipercalórica e hipergordurosa) a doença se dá mais precocemente e com características de maior resistência ao tratamento. Havendo um acompanhamento médico e uma dieta adequada pode-se prevenir ou retardar o desenvolvimento da doença.

Recomendações: segundo dr. Amodeo – do Hospital do Coração -  é importante evitar os alimentos enlatados (ervilhas, massa de tomate, etc), embutidos (salame, salsicha, entre outros), envidrados (palmito, azeitona e molhos em geral), queijos e pães. Todos estes alimentos contêm sódio (composição do sal de cozinha) e a elevada ingestão dele faz o organismo reter mais líquidos, podendo levar ao aumento da pressão sangüínea e causar a hipertensão - responsável por infarto e acidente vascular cerebral, além de afetar os rins.

Recomenda-se a utilização do sal somente no preparo dos alimentos, mas com moderação, e retirar os saleiros da mesa.

Dicas para combater a hipertensão:

::manutenção do peso ideal;
::prática regular de atividade física;
::redução da ingestão de sal;
::evitar a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas;
::seguir dieta saudável que deve conter baixo teor de gordura (principalmente saturadas), baixo teor de colesterol e elevado teor de fibras;
::checar sempre a pressão arterial com um profissional da área de saúde.


A hipertensão arterial: A primeira causa de morte no mundo são as doenças cardiovasculares, sendo a hipertensão o principal fator desencadeador dessas doenças. Há uma relação muito forte com o histórico familiar e fatores como excesso de peso, abuso de álcool, fumo e sedentarismo. A pressão arterial alta não tem cura, mas pode ser controlada. Algumas mudanças de hábitos podem ajudar a manter a saúde dos hipertensos.

Fonte: MAXPRESS - 15/04/2008

 

O MAPA DA QUALIDADE DE VIDA ACIMA DOS 40

10 de abril de 2008 - O homem não cuida de sua saúde como a mulher - fato preocupante. O envelhecimento masculino pode ocorrer com o declínio progressivo da produção do hormônio sexual testosterona. Como conseqüência, o indivíduo pode ter prejuízo da concentração e memória, humor depressivo, insônia, irritabilidade, diminuição da libido, disfunção da ereção, queixas musculares e ósseas. A seguir, os resultados de pesquisa coordenada pela psiquiatra Carmita Abdo, da Universidade de São Paulo, publicado recentemente na Revista Brasileira de Medicina.

O objetivo foi mapear a qualidade de vida do brasileiro acima de 40 anos. Foram avaliados 10.161 indivíduos de 18 capitais brasileiras, sendo 56,5% homens e 43,4 % mulheres. A amostra foi obtida de forma aleatória por voluntários e freqüentadores de praças, praias, parques e shopping centers, sendo incluídos aqueles com idade igual ou superior a 40 anos.

A amostra foi obtida de forma aleatória por voluntários e freqüentadores de praças, praias, parques e shopping centers, sendo incluídos aqueles com idade igual ou superior a 40 anos. Os dados foram obtidos por meio de um questionário, respondido de forma anônima, com perguntas sobre temas diversos como saúde geral.

Vou comentar os resultados da população masculina. Estiveram ativos sexualmente no último ano 96,8% dos entrevistados e o número médio de parceiros foi de 3,2 para homens de 40 a 50 anos. Do total da amostra, 58% referiram estar em tratamento médico e entre as doenças mais comuns estavam: hipertensão arterial, aumento de colesterol, depressão, doenças da próstata, diabetes, e doenças das coronárias.

Vida sedentária e alimentação excessiva foram referidas respectivamente por 24% e 17% dos homens. Eram tabagistas 13% e 23% ex-tabagistas. Já haviam utilizado medicamento para ereção 15% dos homens, 69% dos quais referiram bons resultados, sem queixas; 10% obtiveram boas respostas, mas com efeitos colaterais; 9% tinham receio de se "viciar", apesar da boa resposta; para 11% o resultado com a medicação não foi satisfatório.

O hábito de acordar à noite para urinar, conhecido como um sintoma de doença da próstata foi referido por 18% dos homens. Apenas 33% dos entrevistados haviam realizado exame urológico nos últimos 12 meses. Quanto ao exame de PSA (antígeno prostático específico), imperativo na prevenção e detecção de câncer de próstata, cerca de 40% não o realizaram e dos que o fizeram 4% estavam alterados, podendo significar algum tumor na glândula.

Treze por cento dos entrevistados apresentavam sintomas sugestivos de DAEM (deficiência androgênica do envelhecimento masculino) ou Andropausa, mas a grande maioria dos homens (80%) não realizou exame de testosterona.

Assim como em outros países, também no Brasil o envelhecimento da população masculina é acompanhado por prejuízo da função sexual e sintomas referentes ao aparelho geniturinário, bem como por obesidade e outros sintomas que sugerem alterações metabólicas. Intervenções mais precoces se fazem necessárias, no sentido da prevenção de doenças e de melhor tratamento desses indivíduos.

Fonte: GAZETA MERCANTIL\SP

 

Hábitos saudáveis rendem até 14 anos de vida a mais

14 de março de 2008 - Para ganhar mais 14 anos de vida, não fume, coma muitas frutas e vegetais, faça exercícios regulares e beba álcool com moderação. Essa é a conclusão de um estudo publicado pelo periódico on-line Public Library of Science Medicine, realizado com mais de 20 mil pessoas entre 45 e 79 anos no Reino Unido, de 1993 a 2006.

 Kay-Tee Khaw, da Universidade de Cambridge, e seus colegas descobriram que as pessoas que adotaram esses quatro hábitos viveram em média 14 anos mais do que os que não possuem esses comportamentos.

Os participantes do estudo marcavam um ponto cada por não fumar, realizar atividade física regular, comer cinco porções de frutas e legumes por dia, e fazer uso moderado de álcool.

Pessoas que fizeram quatro pontos têm quatro vezes menos chance de morrer do que as que fizeram zero. Pesquisadores analisaram mortes de todas as causas, incluindo doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias.

Khaw disse que o estudo pretende convencer as pessoas de que melhorar a saúde não exige grandes mudanças no estilo de vida. "Não estamos pedindo que as pessoas façam nada excepcional", disse. "Medimos comportamentos normais que são inteiramente realizáveis na vida de todo dia das pessoas". Especialistas de saúde pública disseram que esperam que o estudo inspire os governos a introduzir políticas para ajudar as pessoas a adotarem as mudanças.

Como o estudo apenas obser vou as pessoas e não testou mudanças específicas, especialistas disseram que não pode ser concluído que quem adotar esses hábitos saudáveis repentinamente vai ganhar automaticamente 14 anos. "Nós não podemos dizer que uma pessoa pode ganhar 14 anos fazendo essa coisas. Os 14 anos são uma média do que é teoricamente possível", disse Tim Armstrong, especialista em atividade física da Organização Mundial de Saúde.

Fonte: AGÊNCIA ESTADO - 08/01/2008



Fumante passivo tem maior risco de doenças do coração


09 de março de 2007 (Bibliomed) - O hábito de fumar está associado a uma série de malefícios à saúde do indivíduo. As partículas tóxicas presentes na fumaça do cigarro são capazes de provocar diversas doenças, sobretudo os problemas circulatórios (ex: infarto, derrame, doença vascular periférica), respiratórios (ex: asma, doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC) e diversos tipos de câncer (ex: câncer da boca, laringe, pulmões, bexiga).

No entanto, não é apenas o fumante que está exposto a estas toxinas presentes no cigarro, mas também todos aqueles que respiram diariamente a fumaça exalada pelos tabagistas. Além disso, esta exposição passiva ao fumo está associada a um maior risco de doenças
do coração, conforme revelam pesquisadores ingleses que escreveram um estudo na revista Circulation em Fevereiro de 2007.

A pesquisa pautou-se na avaliação de marcadores sangüíneos classicamente associados a maior risco de eventos cardíacos adversos. Foi verificado que os indivíduos que apresentavam maior exposição à fumaça do cigarro, e conseqüentemente possuíam maiores taxas de nicotina no sangue, estavam sob risco elevado de apresentar doenças cardíacas, uma vez que os seus marcadores sangüíneos de risco cardíaco mostraram valores superiores ao considerado normal.
Com isso, deve-se evitar ao máximo a exposição passiva à fumaça de cigarro, a fim de prevenir doenças do coração no futuro. Também se deve incentivar, a todos os fumantes, a interrupção de seus hábito de fumar, pois isso acarreta melhora de sua saúde e de todos que convivem com ele.

Fonte: 2007; doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.106.648469 (February 12).

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